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FUMAR: APAGUE ESSA IDÉIA
contribuição do Rapadura de Humor para o dia do combate ao fumo
Aliás, o Rapadura todo hoje é sobre cigarro. Vamos lá:
Publicidade mata!
Convencer as pessoas que é agradável colocar a cabeça numa chaminé e respirar fundo parece impossível?? Pois no fundo é o que a publicidade fez por décadas nos anúncios de cigarros. Sim, porque o cigarro nada mais é do que uma chaminé portátil, que você pode levar para qualquer lugar e ter sempre à mão sua própria infinidade de gases tóxicos.
O enorme lucro dos fabricantes de cigarro é para mim o maior exemplo que uma boa propaganda pode fazer as pessoas consumirem as piores coisas. Bom, os 10% do ex-presidiário Paulo Maluf nas pesquisas para prefeito de São Paulo também.
Não adianta falar que cigarro dá câncer, provoca doenças, abortos, mal-formação de fetos e todas aquelas coisas horripilantes que vemos no verso das embalagens, sem falar que fede pra cacete, empesteia roupas, cabelo e ainda por cima custa caro.
Novos Fumantes
Com ou sem propaganda, o fato é que a cada dia surgem novos fumantes. E olhe que a cada dia desaparecem vários também. Só no Brasil, o Instituto do Câncer registra 200 mil mortes por ano, vítimas de complicações causadas pelo cigarro. Detalhe: a cada ano morrem sete fumantes passivos, ou seja, gente que nunca fumou, mas trabalha ou mora em casa de fumantes!!
Isso aí acaba com a pessoa!
Há uns dez anos, li uma entrevista do então presidente da Souza Cruz, afirmando que não fumava. Na hora lembrei de um traficante de crack preso com alguns quilos da droga. Quando o delegado perguntou se ele era viciado, ele respondeu. “Ta louco, isso aí acaba com a pessoa!”
Ou seja, fumar é só para trouxa.
Vício democrático
O vício não escolhe classe social, raça ou religião.Você encontra fumantes no boteco da periferia e na sala de espera da Daslu. Encontra gente angustiada para chegar logo e acender seu cigarrinho na primeira classe do avião e no aperto do busão Penha-Lapa. Ou seja, tolice independe de condição social. Do pó viemos, às cinzas voltaremos.
Onde há fumaça, há fumante.
Para o não fumante, ir a um boteco tomar um chopinho significa ser invariavelmente cercado por meia dúzia de chaminés portáteis. Já me vi nessa situação várias vezes. Na Argentina, onde os jovens fumam muito, tive que sair de uma Lan House porque havia uns dez fumantes, formando uma neblina. Também já fui embora de botecos, por não aguentar tanto fumante ao redor. Nessas horas, lembrando daquelas sete mortes anuais de fumantes passivos, que pode me atingir raças a esses fumantes, confesso que chego a pensar: legal, fumar mata. Pena que demora tanto.
Escrito por Marcelo Lyra às 09h50
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